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Histórico

A fundação do IEN foi resultado do esforço dos primeiros engenheiros nucleares do Rio de Janeiro, com o apoio da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Enviados para treinamento nos Estados Unidos como bolsistas do programa Átomos para a Paz do governo americano, eles propuseram, na volta ao país, a construção de um reator experimental para o desenvolvimento de aplicações pacíficas da energia nuclear.

Assim, por meio de um convênio entre a CNEN e a Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, nascia no campus da UFRJ, em maio de 1962, o Instituto de Engenharia Nuclear, com a responsabilidade de abrigar e operar o reator de pesquisas. Batizado Argonauta, o reator foi desenvolvido segundo projeto do laboratório americano de Argonne. Redesenhado e construído com 93% de componentes nacionais, atingiu sua primeira criticalidade em 20 de fevereiro de 1965.

Prédio do reator Argonauta em 1964.
Prédio do reator Argonauta em 1964.
 
A primeira mesa de controle foi instalada no interior do salão do reator.
A primeira mesa de controle foi instalada no interior do salão do reator.

Novas áreas de atuação

Com a diversificação das pesquisas, seguiram-se a aquisição de um gerador de nêutrons, a construção de laboratórios de física, química e materiais nucleares e a organização de um serviço de proteção radiológica. Em 1974 foi instalado um acelerador de partículas de energia variável, o Cíclotron CV-28, dando-se início a novas atividades, entre elas o desenvolvimento de métodos para produção de radionuclídeos. Na década seguinte, o IEN daria início à fabricação de radioisótopos para uso médico com o uso de aceleradores, pioneira no país. Em 2002, foi adquirido um cíclotron compacto, o RDS-111, para a produção de flúor-18.

A área de instrumentação nuclear, inicialmente criada para dar suporte às atividades do próprio Instituto, adquiriu ao longo dos anos competência para desenvolver e produzir sistemas de instrumentação para usinas nucleares e equipamentos para radioproteção, medicina nuclear e pesquisa. A partir de 2003, o IEN deixou de atuar na produção direta de equipamentos, passando a licenciar os seus projetos tecnológicos para a indústria nacional.

Inovação permanente

A entrada no novo século marcou também o incremento de pesquisas e projetos nas áreas de segurança nuclear e reatores avançados (de terceira e quarta geração). Nessas linhas, destacam-se as novas instalações do Laboratório de Interfaces Homem-Sistema (LABIHS), do Laboratório de Realidade Virtual (LABRV) e do Laboratório de Inteligência Artificial Aplicada (LIAA), além da participação do IEN no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Reatores Inovadores.

Outro marco desse período foi a criação e a consolidação do Programa de Pós-Graduação do IEN, que atualmente oferece mestrado acadêmico em Engenharia de Reatores Nucleares e pós-doutorado.

Essa permanente busca pela inovação vem garantindo ao IEN a capacidade de oferecer benefícios crescentes à sociedade, por meio do aprimoramento de seus processos de pesquisa e desenvolvimento, do fornecimento de novos produtos e serviços com alto valor agregado e da multiplicação dos conhecimentos gerados.

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